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quarta-feira, 30 de março de 2016

♥16ª semente: vem da Eliane de Lacerda... ♥



Habeas Corpus para as emoções
Os desesperos contidos
As aflições no peito
A solidão contínua.


Habeas Corpus para o amanhã
Mais solidário
Mais inteiro em si


Habeas Corpus
Para os beijos
Que ainda não foram trocados
Para os abraços
As paixões vibrantes
Que nos alimentam o desejo
De ser feliz


Habeas Corpus
Para os sonhos
E que eles sempre existam...


Habeas Corpus
Para amar.


domingo, 27 de março de 2016

♥ 15ª semente: vem da Camomila... ♥


"Lá na bica atrás da casa,
me escondo todo dia,
mas de noite apareço,
e começa a cantoria!
De repente desafino
vejo outro a coaxar,
tantos outros aparecem,

querendo o mesmo lugar!
Lá na bica da casinha,
que é de tábua bem velhinha,
vou vendo a noite passar...
Junto com os amigos pulando,
da água pra grama e pegando,
vários bichinhos no ar!"


Feliz Páscoa para todos que aqui passarem e suas famílias!  


bjs, chica

segunda-feira, 21 de março de 2016

♥13ª semente: vem da Tais Luso ♥


UM AMOR VISTO DA JANELA 

Pouco se fala das coisas bem simples, mas que estão aí e fazem parte diária da nossa vida. São tão simples que ninguém dá bola.


Há uns dias, desceu um aguaceiro por aqui, daquelas chuvas que vem rápido, e como chega já vai indo... Mas assusta. Foi forte e pegou muita gente desprevenida. Nada é engraçado se tratando de enchentes, deslizamentos e catástrofes que a natureza impõem. Mas observando uma chuva dessas, vindo sem avisar e vendo as atitudes apressadas das pessoas, na tentativa de se protegerem, não deixa de ser curioso e por vezes engraçado. As árvores, que também sempre enlouquecem, deixam qualquer quadro mais caótico.


Fiquei na janela observando aquela chuva tocada a vento e me senti como um cachorro perdigueiro, com todos os sentidos em alerta. Uma moça, já com os pés e roupas encharcadas, tentava proteger a cabeça com um lencinho azul, aberto e sustentado pelas duas mãos no alto da cabeça. Fiquei olhando enquanto pensava naquele ato estranho. Observei como é instintivo no ser humano proteger a cabeça. Deve ser isso, não vejo outra razão, uma vez que a chuva descia sem piedade e a mulher parecia um submarino.


Logo atrás, houve um pedido de carona pra dividir um guarda-chuva – que mal dava pra um. Mas houve solidariedade com a mulher de saia longa. As árvores estavam aflitas, soltando suas flores e sementes redondas que cobriam o chão, preparando, sem piedade, alguns tombos aos desavisados. A mulher de saia longa resvalou como se estivesse pisando numa casca de banana. A imensa saia parecia um abajur, subiu... lógico que comecei a rir da situação. Coitada. E eu aqui, com vontade de avisar que o negócio lá estava tipo tobogã... Uns, correndo desatinados, enquanto uma senhora de bengala não tinha alternativa. Que agonia.


Um pouco à frente, dois velhinhos bem abraçados, tão enrolados que eu não consegui ver quem protegia quem. Mas seguiram, enrolados como duas serpentes... bonito de ver aquilo. Senti de longe um amor protetor, preocupado e solidário. Ali, fiquei com pena. Pensei baixinho: amor assim não deveria acabar... Segui seus passos até desaparecerem entre as árvores da minha rua.


A balburdia dos carros, a impaciência dos motoristas, as buzinadas, a falta de gentileza... tudo muito neurótico. Naquela hora, ninguém era de ninguém, e a rua, sempre dos mais poderosos, dentro de seus carros. Quanta diferença pude ver!


Mas no caos, sempre se descobre algo especial.

Amanhã esquecerei de tudo, menos dos velhinhos da minha rua que exalavam um amor maduro. Só de olhar aquilo, valeu minha manhã.


Tais Luso


* Em tempos de tantas agitações, ler algo assim faz bem!

sexta-feira, 18 de março de 2016

♥ 12ª semente: vem do AC ♥






A Ti Joana tinha milho na arca, a vizinha tinha galinhas.

A Ti Joana, que tinha milho em demasia, deu parte à vizinha.

A vizinha, que tinha muitas galinhas, deu uma poedeira à Ti Joana.

A galinha poedeira pôs ovos.

A Ti Joana reservou alguns para a galinha chocar, com os outros fez um bolo. E partilhou-o com a vizinha, que lhe perguntou se precisava de sementes de ervilha.

Manhã cedo, quando o canto do galo se fez anunciar, já a Ti Joana aquecia água para o café da manhã.

Quando saiu, de cesta na mão, bateu à porta da vizinha e inquiriu:

 - Maria, vou à horta. Queres que te traga alguma couve?



AC  Daqui


Nota:  Bons tempos esses de uma vizinhança assim!!! Hoje, tudo tão diferente, todos enclausurados em suas casas...

terça-feira, 15 de março de 2016

♥ 11ª semente: vem da Carmem Lúcia ♥




"Uma Estrela a Ofuscar"

Minhas mãos,erguem-se
para alcançar a estrela que ofusca meu olhar.
Íris,confundem-se em faróis,
à iluminar o espaço,captando,
cores em uma noite de luar.


Luar,que irá contracenar nesse imenso universo,
com a protagonista,deixando esse brilho,
à piscar e ofuscar,
no reverso!


E para isso,encoraja-me,
à entrar,
em suave faísca ofuscante,
ficando à espera de um amor distante!


Carmen Lúcia

sábado, 12 de março de 2016

♥ 10ª semente: vem Neno... ♥


-"A oportunidade não bate na porta, porém você pode bater na porta da oportunidade"-

-"Considero  amor ,paz e saúde as 3 coisas mais importantes da vida. E paz está no centro delas. Sem paz não há saúde, sem paz não há amor." -

Neno

quarta-feira, 9 de março de 2016

♥ 9 ª semente: vem da Zizi Santos ♥


Abram a maçaneta do coração para AMAR!

Zizi Santos

domingo, 6 de março de 2016

♥ 8 ª semente: vem da Ana Paula ♥

Cinco centavos

Hoje precisei consultar o doutor. Assim, de supetão, de emergência.

Saí para comprar pão. Pão de passar manteiga e mergulhar na xícara do café com leite.
Voltava carregando o saco de papel numa das mãos, a outra, livre.

Foi então que eu vi na calçada uma moeda de cinco centavos. Brilhava.
Eu passei por ela lentamente. Hesitei por alguns segundos ou frações deles.
Segui para casa carregada de pão e tristeza.

Em casa tomei a decisão: o que tinha ocorrido era mal sinal, eu pressentia.
Deixei o pão ali mesmo na mesa e fui me consultar com o doutor.

Contei sobre a moedinha de cinco centavos que eu não baixei para apanhar.
Ele olhou os meu olho, ergueu a pálpebra e falou: "está seco, é grave".

Como seco se eu estava chorando?
Pediu um exame no meu sangue.

Esperei e soube que a gente nunca está preparado pra notícia ruim.
Chamou o meu nome e com o papel do exame começou a me falar com palavras de doutor:
"As hemácias estão boas, os glóbulos brancos também. Porém há uma carência em altíssimo nível. Uma carência estabelecida de falta de água de rio.

É grave. Quando uma pessoa deixa de ter rio que lhe navega as veias, os olhos ficam secos. Secos de rio. Perdem o brilho e já não se encantam, como os moleques que se banham em rio, com uma moedinha de cinco centavos.

Nada há de errado com seus músculos ou com seu esqueleto. A senhora não se abaixou pra apanhar a moedinha porque perdeu o brilho de rio que reflete o luar, as nuvens de tempestade, o amanhecer".

Então, gentilmente tirou um retrato que guardava no bolso do jaleco e me mostrou.
Era esse o retrato:


Essa árvore é muito velha e também pesada, mas isso não a impede de se abaixar e tocar o rio. Ela é feliz. Ela se abaixaria por uma moedinha - disse com voz de sabedoria o doutor.

Receitou-me rio. De qualquer tipo. Imenso, pequeno, córrego, ribeirão, riacho. Só não podia rio poluído.

Disse que eu mesma sentiria o olho úmido de rio, o brilho de rio descendo e subindo pelas veias e então eu voltaria a ter encantamentos por uma simples moedinha de cinco centavos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

♥ 7 ª semente: vem do Toninho ♥

 Pela claridade
A noite cobre o dia lentamente,
Últimos raios de sol no fim do poente
Sinto a proteção do Onisciente,
Há um relaxamento do corpo e mente.


No Céu uma estrela solitária
Sintonia perfeita com minha solidão
Anjos vigiam minha travessia,
Onde caminho com meu aflito coração.


Sobre minha casa uma forte luz.
Como a de uma serra com seu vulcão.
É a luz que da vida e que seduz.
Claridade da alma contra a escuridão


Se nada de mal pode me atingir
Canto o canto dos Cânticos eloquente,
Pois Tua Presença Pai faz sorrir,
Como ensinou a todos os crentes.


Receber de Deus esta delicadeza
Que faz de nossa vida o jardim em flor
É viver diante da infinita leveza,
Que faz uma sintonia plena de amor.


Toninho